terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Construção

    Máscaras. nunca me entendi de fato como eu, na maioria das vezes para escapar de desilusões eu fingia e fingir costuma ser um mecanismo de refúgio para lidar com qualquer tipo de situação, seja lidar com pessoas mais extrovertidas ou introvertidas, pessoas mais ativas ou menos ativas, é como você se relaciona com o mundo, pelo menos é como eu me relaciono. O meu eu é complicado, se as pessoas soubessem o que eu de fato penso ou sinto, sentiriam pena e eu acho que eu consigo traçar isso ou o do porquê disso.

   Em grande parte da minha vida o medo sempre foi algo muito presente e em todos os sentidos como o medo de não ser alguém na vida, o medo de ser rejeitada, medo de decepcionar e não conseguir suprir as necessidades alheias, talvez agora eu entendo o motivo de eu amadurecer tão cedo, fazer coisas sozinha, ser responsável tão cedo e isso deveria ser bom, mas cá estou e o medo me trouxe até aqui, odeio falar de sentimentos ou em como estou me sentindo, carente e fria ao mesmo tempo, um pouco insegura e completamente dissimulada. Pessimismo e desconfiança me representam a maior parte do que sou, se não o que de fato sou, mergulhada em mim mesma, vejo a solidão como algo que realmente gosto,  na minha relação com os outros eu ouço mais do que me ouvem e as coisas que mais escuto é que eu sou muito forte, eu sei lidar e dessa forma eu vejo meus problemas passiveis de não serem escutados, porque eu finjo muito bem, eu sei fingir e meu maior medo é me verem por baixo de qualquer situação.

   Olhando para meu pessimismo de vida eu consigo compreender grande parte das relações que crio com o mundo, iniciei minha vida amorosa aos 12 ou 13 anos de idade e sempre fui a amizade preterida seja de uma dupla ou trio, de amizades eu sempre entendia o motivo da não prioridade quanto a mim, eu não era tão bonita como a maioria ou mais legal e descolada como algumas por isso eu sempre me ausentava primeiro. Em relação a amores eu sempre fui carente demais, deixei e deixo que grande parte dos que se relacionam comigo muito livres para fazerem o que quiserem comigo, desde me submeter a toxicidade ou como algo descartável e isso é até hoje, o amor é pra mim  algo que se remete a dor, é mais dor do que felicidade, pois todos preterem a mim, não importando o que eu faça. Eu me adequei a todos, os entendi e compreendi cada parte sua e o que lhe precisava naquele momento, fui a válvula de escape de muitos, mas o fim eu já sabia como terminava, era comigo tentando superar.

   O medo do erro me levou a muitas situações, o maior deles é a solidão, a final em meu pensamento ninguém me compreenderia ou ninguém conseguiria ser capaz de me ouvir, eu sou assim em determinadas situações, minhas ações são puramente frutos de medo, medo de não ser capaz e eu consigo mascarar muito bem isso, sendo fria na maior parte das vezes. Eu me submeto a tantas coisas, crio um mundo de talvez em minha cabeça e há momentos em que eu não aguento mais, que só quero sumir pra nunca mais voltar, se eu sou tão linda e legal como as pessoas dizem, por que elas são tão cruéis comigo? 

 Estrela! Quando se poderia imaginar que uma estrela se tornaria de fato uma estrela? Uma estrela que é vista em bares, esquinas, vielas, pa...